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O impacto do cooperativismo na geração de empregos

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Quando o assunto é a geração de empregos no Brasil, é comum lembrar imediatamente do papel das grandes indústrias ou das empresas multinacionais nessa balança. Mas existe um modelo que, há décadas, vem transformando comunidades, gerando trabalho digno e contribuindo de maneira sólida para o desenvolvimento econômico local: o cooperativismo.

Mais do que uma filosofia, o cooperativismo financeiro é um modelo de negócios eficiente, inclusivo e que movimenta bilhões de reais todos os anos, criando empregos diretos e indiretos em todo o país.

Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2024, divulgado pelo Sistema OCB, as cooperativas brasileiras encerraram o ano de 2023 com mais de 524 mil empregos diretos, além de manterem um volume robusto de R$31 bilhões pagos em salários e encargos sociais. Esses números demonstram o tamanho e a importância do cooperativismo como motor de empregos no Brasil.

Um modelo que gera trabalho e renda localmente

Uma das grandes forças do cooperativismo está em seu impacto descentralizador. Ao contrário de empresas que concentram suas atividades em grandes centros urbanos, as cooperativas estão presentes em mais de 4.800 municípios brasileiros, levando oportunidades para comunidades que, muitas vezes, têm acesso limitado ao mercado formal de trabalho.

Além disso, são mais de 4.500 cooperativas ativas no país, somando cerca de 23,5 milhões de cooperados. Isso significa que, além dos empregos diretos, o cooperativismo estimula o empreendedorismo coletivo e a geração de renda para milhões de brasileiros.

No final das contas, a verdade é que esse modelo tem se mostrado fundamental não apenas na inclusão produtiva, mas também no fortalecimento da economia regional, uma vez que grande parte dos recursos gerados pelas cooperativas permanece nas comunidades onde atuam, estimulando o comércio, os serviços e a agricultura local.


Leia também: O cooperativismo e seu poder de transformação social


Cooperativas como protagonistas no desenvolvimento econômico

O cooperativismo brasileiro movimentou R$692 bilhões em 2023, consolidando-se como um dos setores mais relevantes da economia nacional. Esse volume de negócios não apenas reforça sua importância econômica, mas também revela sua capacidade de gerar empregos em diferentes setores — do agro ao setor financeiro, passando pela saúde, transporte, trabalho e consumo.

Setores como o cooperativismo financeiro, por exemplo, são grandes empregadores nas áreas urbanas. Ao mesmo tempo, promovem a inclusão financeira de pessoas e empresas que, muitas vezes, não têm acesso ao sistema bancário tradicional.

Já no campo, as cooperativas agropecuárias são responsáveis por cerca de 53% da produção agrícola brasileira, segundo o mesmo Anuário. Elas geram emprego e renda em áreas rurais e fomentam práticas mais sustentáveis e inovadoras.

Geração de empregos com qualidade e propósito

Mais do que criar postos de trabalho, as cooperativas promovem empregos com propósito e qualidade. Nas cooperativas, os colaboradores muitas vezes têm acesso a programas de capacitação, participação em decisões estratégicas, além de um ambiente de trabalho mais colaborativo e inclusivo.

Outro diferencial importante é que as cooperativas investem de forma sistemática em educação financeira, inclusão digital e capacitação de seus colaboradores e cooperados, o que contribui para a geração de empregos mais qualificados e preparados para os desafios da economia moderna.

Um exemplo disso são as ações de educação corporativa e governança promovidas pela Universidade Corporativa do Sicoob, que alcançam cooperativas do Brasil inteiro, capacitando lideranças, gestores e associados.

Impacto social e econômico além dos números

O impacto do cooperativismo vai além dos números econômicos. Ele transforma realidades. As cooperativas têm sido protagonistas em momentos críticos, como na reconstrução de comunidades afetadas por tragédias ambientais — como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, em que muitas cooperativas atuaram ativamente na retomada da economia local, oferecendo crédito emergencial, apoio logístico e assistência direta aos cooperados e trabalhadores afetados.

Além disso, iniciativas como o programa Cooperação para Inclusão, do Sistema OCB, têm ampliado o acesso de mulheres, jovens, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade ao mercado de trabalho cooperativo, mostrando que o cooperativismo é também um vetor de inclusão e justiça social.

O futuro promissor da geração de empregos pelo cooperativismo

Com uma base sólida e crescimento constante, a expectativa é que o cooperativismo brasileiro continue ampliando sua participação na geração de empregos nos próximos anos.

Segundo dados da CICOPA, cooperativas ao redor do mundo empregam diretamente cerca de 280 milhões de pessoas. Isso corresponde a cerca de 10% da população economicamente ativa global. No Brasil, o potencial de expansão segue elevado, especialmente em setores como energia renovável, tecnologia, logística, serviços financeiros cooperativos e cooperativas de trabalho.

Além disso, a transição para uma economia mais verde, inclusiva e digital abre novas oportunidades para o cooperativismo que já carrega em seu DNA os princípios da sustentabilidade, colaboração e responsabilidade social.

Cooperativismo como caminho para um Brasil mais justo e com mais empregos

A geração de empregos no Brasil passa, sem dúvida, pelo fortalecimento do cooperativismo. Mais do que números, o cooperativismo entrega desenvolvimento econômico com inclusão social, sustentabilidade e valorização do trabalho coletivo.

Ao apoiar ou participar de uma cooperativa, você contribui diretamente para esse ciclo positivo que impacta pessoas, comunidades e o país como um todo.


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