O passo a passo da renegociação de dívidas

Saiba como sair do vermelho e regularizar sua situação financeira.

Guia de Bolso | 17 de agosto de 2015
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Está com dívidas no cartão de crédito? Carnês de lojas atrasados? Cheques sem fundo? Não conseguiu pagar um empréstimo? Um título foi protestado? Foi vítima de uma ação judicial?

Seja qual for o motivo para você estar endividado, veja algumas dicas práticas para sair dessa situação o mais rápido possível.

1 – Saiba o tamanho do problema

Liste todas as suas dívidas, especificando em cada uma o valor total devido, total das parcelas pagas, número de parcelas em atraso, taxa de juros, etc. Se necessário, peça um histórico ao(s) credor(es).

2 – Elabore uma proposta de renegociação

Para isso, você vai precisar ter uma boa noção da sua real situação financeira. Ou seja, anotar tudinho para saber o quanto ganha, o quanto gasta com cada coisa e o quanto pode economizar para pagar as dívidas. Comece baixando o KIT DE FERRAMENTAS PARA FINANÇAS PESSOAIS e fazendo sua planilha financeira.

3 – Faça cálculos realistas

Não adianta renegociar a dívida se depois você não tiver realmente condições de pagá-la. Use sua planilha financeira para ver onde pode cortar gastos e quanto pode disponibilizar para pagar o que deve.

4 – Dê preferência às dívidas:

- Com juros altos;

- Que têm bens como garantia;

- Que podem sujar seu nome;

- Às maiores.

5 – Aproveite feirões e mutirões

É normal que instituições financeiras se reúnam para realizar feirões ou mutirões de renegociação de dívidas. A instituição que negocia de forma coletiva ganha sobre o volume de dívidas quitadas. E você ganha com os descontos oferecidos – bem maiores que os individuais.

Em abril deste ano, por exemplo, o Serasa Experian realizou o Feirão Limpa Nome com descontos de até 90%. Verifique se há algum planejado.

6 – Troque várias dívidas por uma menor

Analise a possibilidade (e as taxas) para fazer um empréstimo e quitar todas as dívidas. Neste caso, lembre que as cooperativas financeiras chegam a ter taxas de juros até 20% menores que os bancos comuns. Saiba mais aqui.

7 – Procure o credor

Evite intermediários. Negocie diretamente com os credores e o quanto antes (não deixe acumular). Declare sua intenção de pagar e apresente sua proposta, deixando claro que é mais provável que o pagamento realmente ocorra se for dessa forma. Se precisar de orientação, procure o Serasa ou Procon.

8 – Tente negociar os juros e/ou prazos

Segundo o Proteste, o credor não é obrigado a aceitar a proposta. Mas não custa tentar juros menores e/ou prazos maiores para suavizar as parcelas daí em frente.

9 – Se for quitar à vista, peça desconto

Para o credor, é sempre melhor receber o dinheiro de imediato, portanto, se você conseguir juntar o dinheiro para pagar à vista, tente reduzir o valor total.

10 – Não se intimide

Não aceite propostas com as quais não consiga arcar. Se não conseguir a renegociação, procure um órgão de defesa, como o Procon.

 

Estas são algumas dicas para quem já está endividado. Procure sempre manter as contas em dia para não acumular juros.

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