Troque o carro por pedaladas e caminhadas

Troque o carro por pedaladas e caminhadas

Vá de bike ou a pé com essas 7 dicas de segurança e praticidade

Guia de Bolso - 4 jan, 2018

Em uma pesquisa realizada pela Liberty Seguros com moradores de seis capitais brasileiras, 82% dos entrevistados declararam que gostariam de morar em uma cidade compacta em que o uso do carro fosse praticamente desnecessário, podendo deslocar-se de bicicleta ou a pé para o trabalho e demais atividades.

A pesquisa demonstra que muita gente tem começado a se conscientizar dos múltiplos benefícios de trocar o carro por pedaladas e caminhadas. Afinal, essas são trocas saudáveis para quem as pratica e sustentáveis para o mundo.

Para muitos, porém, as questões da segurança e da praticidade podem pesar na escolha na hora de trocar o carro pela bike ou pelas caminhadas. Mas se tiver atenção a alguns detalhes e atitudes, os trajetos de bicicleta ou a pé podem ficar mais práticos e seguros. Confira:

 

1 – Verifique os trajetos e calcule os tempos

Antes de sair caminhando ou pedalando por quilômetros seguidos, observe os caminhos que pretende percorrer: se há obstáculos, se são seguros, se há calçadas e ciclovias, se há muitas subidas e descidas.

Calcule também as distâncias e tempos de percurso, contando com a ajuda do Google Maps, em que você pode escolher o meio de transporte (por exemplo, se vai de bicicleta, a pé ou de transporte público).

Para que o exercício seja saudável e você não desista na primeira semana, lembre-se também que, em qualquer atividade física, a adaptação do corpo deve ser gradual. Então, se não está acostumado a percorrer longas distâncias, comece com trajetos menores e vá aumentando sua quilometragem aos poucos.

Você pode começar caminhando pelo bairro, indo de bike a casa de um amigo e depois ir aumentando sua resistência para conseguir ir de bicicleta para o trabalho, por exemplo.

 

2 – Leve somente o necessário

Caminhar ou pedalar carregando muito peso pode acarretar em dores nas costas e ainda pode fazer com que se perca o equilíbrio durante o exercício.

O ideal é carregar consigo somente o que realmente vai precisar. E usar uma boa mochila para distribuir o peso durante o exercício. Ou um bagageiro na bicicleta, se for o caso.

Tênis e roupas leves também são aconselháveis. Então, se precisar, leve uma muda de roupas entre os pertences.

 

3 – E se não houver chuveiros ou vestiários no destino?

Se você vai para o trabalho de bicicleta, por exemplo, mas a empresa não disponibiliza chuveiros ou vestiários, você pode seguir algumas dicas:

4 – Bicicletas na ciclovia e pedestres na calçada

Pense nas rotas que fará e, sempre que possível, prefira trajetos com ciclovias e calçadas, preferencialmente, por ruas de tráfego mais tranquilo. Assim, você garante mais segurança ao circular.

Se não tiver alternativa e precisar passar por locais sem vias adequadas ou com alto fluxo de carros, fique bem atento e respeite as regras de trânsito.

 

5 – Use equipamentos de segurança

Os adesivos reflexivos que obrigatoriamente devem vir nas bicicletas não são suficientes para garantir a visibilidade dos ciclistas e motoristas.

O ideal é instalar luz branca dianteira e luz vermelha na traseira da bike, principalmente, se pretende pedalar à noite.

Além disso, é extremamente recomendável usar capacetes, luvas e óculos para garantir maior proteção.

 

6 – Não pedale na contramão

Quando você pedala na direção contrária a dos carros, pode correr mais riscos de acidentes.

Afinal, quando um pedestre vai atravessar a rua ou quando um carro vai sair de uma garagem, por exemplo, eles só costumam olhar para o lado de onde os carros vêm.

Em outro caso, fazendo uma curva, o motorista também não espera ser surpreendido por uma bike do lado de dentro dela. Ou ainda, após estacionar, muitos motoristas só costumam conferir o retrovisor antes de abrir a porta.

Além disso, a velocidade de aproximação é muito maior quando os movimentos são feitos em direções contrárias. Se um carro está a 40 km/h e uma bicicleta vem na contramão a 20 km/h, a velocidade de aproximação relativa dos veículos é de 60 km/h – o que diminui o tempo de reação e pode ser um agravante em caso de colisão.

Se, pelo contrário, a bicicleta estiver indo na mesma direção que o carro, a velocidade relativa entre ambos é de apenas 20 km/h – o que atenua um pouco o risco – além de aumentar as chances de visibilidade e de reação do motorista, ajudando a prevenir situações adversas.

 

7 – Observe e sinalize sempre

Mesmo que esteja circulando pela calçada (a pé) ou por ciclovias (de bicicleta), fique sempre atento ao trânsito e ao fluxo de pessoas.

Pedestres devem olhar sempre para os dois lados antes de atravessar a faixa de pedestres. E aguardar sua vez em locais onde haja sinais de trânsito.

Ciclistas devem sinalizar para motoristas sempre que necessário. Com o braço esquerdo em 90º quando forem virar à esquerda, com o braço direito em 90º quando forem virar à direita e também, no caso de continuar em frente em um local onde muitos carros viram, com o braço para trás e para baixo, em 45º, pedindo para aguardarem sua passagem.

Assim, com atenção e respeito mútuo, todos ficam mais seguros.

 

EXTRA: ônibus, metrô e carona amiga também são boas opções.

Pode ser que você não consiga trocar 100% dos seus deslocamentos por pedaladas e caminhadas. Mas lembre-se que, em comparação ao carro individual, o transporte público e as caronas também são formas mais sustentáveis de transporte.

 

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Capa: Photo by Murillo de Paula on Unsplash

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